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Entrevista Hugo Italy 1ª vez no Brasil – Tribe Light
de Rodrigo - Internight, 24 de junho de 2009, arquivado em Música Eletrônica

Direto de Torino, Itália, chega Hugo, um DJ que começou a se envolver na música estudando jazz clássico e durante os anos 90 se apaixonou pela música eletrônica. Nessa época Hugo já carregava influências como Funkadelic, Head Hunter e Herbie Hancock, que podem ser notadas claramente em seu som. E seguindo esta linha de inspiração, o artista faz uma reinvenção da música eletrônica, com um som lento, sexy, com riffs bem orientados e ótimo para dançar. No seu live traz batidas mais mecânicas e grooves de baixo mais profundos, com elementos de percussões latinas e funk eletrônico. Hugo mistura o artificial e o orgânico, criando um poderoso efeito nas pistas de dança.

1. Você é da Itália, como é a cena eletrênica aí? Qual o principal estilo? Existe algum grande festival?
Bom, a música eletrônica na Itália é um pouco diferente. Há muitos produtores talentosos e DJs também, e a cena é bem ativa. Mas sobre os clubs existem apenas alguns em que se pode ouvir música de qualidade e viver os aspectos bons de uma festa.
A maioria dos lugares tocam música popular e estão mais ligadas no que está mais na moda do que no underground. Quantos aos festivais temos o Dissonanze Festival em Roma, um dos melhores por aqui. Roma também recebe o Amore Festival um dos maiores eventos da Europa, mas é mais voltado para a dance music. Infelizmente na Itália os festivais não são vistos como eventos culturais e de turismo jovem e os órgãos públicos não aprovam as festas como deveriam.
2. Você mistura jazz e funk em suas produções, quais bandas e artistas que você se inspira?
Como sempre digo meu amor pela música foi gerado quando encontrei uma guitarra. Costumava ouvir as legendas da Black music desde adolescente. Jazz e funk são dois estilos que me possibilitam explorer mais a música eletrônica. George Clinton, Herbie Hancock, Chet Baker e Charles Mingus são meus favoritos mas fosto de ouvir sons diferentes também. Como diz Charles Mingus: “Na minha música, tento tocar a minha verdade. A razão da dificuldade é porque estou em constante mudança”.
3. Quais foram suas últimas gigs? Você toca mais em clubs ou festas open?
Toquei muito durante este ano, Tóquio e Canadá realmente me chocaram quanto à multidão e os padrões de vida. Os clubs na Europa são ótimos onde toco lives sets mais leves. Para festas open air estou preparando meu novo live set com minhas produções mais futurísticas e nos próximos meses estou iniciando oficialmente meu novo projeto o selo “Goodvibe Records”.
4. O que voê pensa sobre a cultura digital? Quais os pontos negativos e positivos para a acena da música eletrônica?
Acredito que a revolução digital estpa mudando muitos aspectos relacionado à música e ao mercado fonográfico. Mas acredito que pelo lado criativo nada mudou. A Música hoje alçança uma imensa audiência mas somente os músicos conseguem fazer algo de qualidade. Não acho que as máquinas podem substituir o talento e o conhecimento sobre a música.
5. Você lançou seu primeiro ábum ano passado, “The Sloop and the Siren”, nos conte sobre este projeto.
Bom, não foi somente um primeiro album mas o grande sucesso de minha carreira. “The Sloop and the Siren” foi o resumo de meu estilo techno. Estou muito orgulhoso por ter sido lançado pelo Jay Haze’s Tuning Spork, um de meus selos favoritos desde o começo de minha carreira. Mas não imagina atingir este sucesso todo.
6. Você tocará na Tribe, um dos maiores festivais do Brasil e sera sua primeira vez por aqui. O que etsá esperando desta turnê?
Estou muito ansioso e curioso, Brasil é uma terra de muita música e ritmos e meu conhecimento musical foi desenvolvid com bases em Jobim e Gilberto Gil. Meu live set incluirá muita tracks inéditas, espero que os brasileiros apreciem meu som.
Texto e fotos: A.I. Grupo No Limits Eventos

Layo & Bushwacka – Tribe Light – Confira entrevista exclusiva!
de Rodrigo - Internight, 13 de junho de 2009, arquivado em Música Eletrônica

Layo & Bushwacka – Tribe Club

Layo Paskin e Mathew Bushwacka são os ingleses ex-proprietários do lendário club The End. Bushwacka é um percussionista formado pela Escola da Orquestra Sinfônica de Londres, enquanto Layo iniciou sua carreira no mundo da música através do acid house, no fim dos anos 80. Em 1990 começaram a produzir juntos arrematando residências em clubs no mundo inteiro.
Os ingleses ficaram conhecidos por incorporar em seu som diversos elementos como jazz, techno, pop e até ópera! Recentemente lançaram o seu novo single “Dromederie”, que tem como principal característica a direta influência da música espanhola e de elementos da música flamenca.
Confira a entrevista cedida a Tribe!
1. Pesquisando sobre vocês no myspace, escutamos suas músicas e percebemos que são tracks bastante estilosas, vocês têm ótimas influências. Quando escutamos sua música imaginamos pessoas lindas dançando em frente a vocês. Descreva um pouco sobre suas produções e o público que segue seu trabalho.
O que você quer dizer com estilosas? Com classe, é isso? Muito obrigado pelo elogio… Nós gostamos de fazer música com sentimento, com uma visão de nós mesmos, mas também buscando saber o que vai funcionar nas pistas para fazer o público dançar. Acredito que o público que conhece nosso trabalho, através dos álbuns e singles, sabe que fazemos algo com qualidade e de corpo e alma.
2. O single “Dromederie” tem influências da música flamenca e espanhola, nos conte sobre como você mistura tudo. Quais as influências para produzir este single?
Esta track realmente tem influências da música flamenca, amamos este ritmo e inserimos os padrões da castanhola na batida eletrônica. Isto proporciona uma incrível base para o resto da faixa, pretendemos fazer outro mix desta série. As influências vêm das viagens que fazemos em países latinos.
3. Como vocês vêem a cena eletrônica em Londres? Quais os clubs interessantes por aí? Existe alguma rave ainda em Londres?
Londres está sempre mudando, nos últimos 2 anos houve o fechamento de alguns clubs por diversas razões e o club The End, do qual éramos sócios, fechou pois haviam muitas Warehouse Parties acontecendo no leste e no sul de Londres. Mas é claro que ainda existem grandes clubs mas não onde existe o grande movimento da música eletrônica, de qualquer forma há muitas novas casas que estão para inaugurar em breve. Raves também têm, mas não como antigamente e não como a Tribe por exemplo.
4. “The End” não existe mais, por que escolheram este nome? Quando criaram o nome já sabiam que o club iria fechar em dez anos?
O nome foi criado por uma pessoa que conhecíamos, nós gostamos da singularidade deste nome, fechamos o club depois de 13 anos e não 10, e não sabíamos que iria fechar numa data específica, achávamos que duraria até menos tempo, mas foi uma jornada incrível.
5. Vocês começaram a tocar em 1990, na opinião de vocês, quais as grandes mudanças no mercado da e-music até os dias atuais?
Bom, a principal mudança é o modo como as pessoas compartilham e compram as músicas. Isso mudou completamente a indústria fonográfica, em 1990 não podíamos imaginar que em questão de segundos poderíamos enviar pela internet nossa última produção para Londres inteira, para todo Brasil, para o mundo todo! Hoje em dia quando viajo tenho em meu laptop mais de 6000 tracks disponíveis para eu tocar. Imagine tudo isso em CDs? Impossível!
6. Para a próxima turnê no Brasil, o que estão preparando?
Nós tocaremos somente músicas de nossa autoria e estamos preparando várias tracks inéditas, será um show único e muito especial.
Fonte: A.I. Grupo No Limits

